Doença de Alzheimer

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Tratamento

Embora até o momento não haja cura para a Doença de Alzheimer (DA), muitos estudos sugerem que tratar a doença bem cedo, logo que percebam os primeiros sinais, pode atrasar a evolução da doença. Por isso, é importante consultar o seu médico se você está preocupado com sua memória.Vale lembrar que nem toda perda de memória é DA. Existem outras possibilidades que serão investigadas e poderão ser tratadas por ele. A memória é uma função cognitiva bastante sensível à depressão, ao estresse, excesso de uso de álcool, a certos medicamentos e outras condições de saúde. E se você tem algum ente querido que apresente perda de memória, faça o mesmo, leve-o a um médico experiente, pois se ele estiver doente, poderá não valorizar muito esses sinais e não querer ir. Detectar precocemente a DA lhe dará mais tempo para planejar a vida e os cuidados que seu amado necessitará ao longo dos anos seguintes.

 

Existem duas formas de tratar a DA: tratamento farmacológico e não farmacológico. Muitos estudos sugerem que a associação das duas formas de tratamento podem produzir melhores resultados ao portador, cuidador e à família do que qualquer uma das formas isoladas.

- Tratamento farmacológico (medicamentoso): é o tratamento com drogas (medicamentos), que tenta controlar os sintomas da doença (depressão, psicoses, alterações de comportamento, distúrbios do sono) e conservar a cognição que ainda esteja preservada por um pouco mais de tempo.

Na DA acontece morte de neurônios (principais células cerebrais). Alguns desses neurônios usam como mensageiro químico um neurotransmissor chamado acetilcolina, que vai diminuindo consideravelmente conforme eles vão morrendo e que acontece especialmente nas partes do cérebro responsáveis pela formação de memória (hipocampo). Isso pode explicar os sintomas iniciais da doença. Para corrigir essa falta de acetilcolina no cérebro, esses medicamentos ajudam a diminuir a degradação da acetilcolina.

O tratamento com medicamentos funciona de maneira diferente de pessoa para pessoa. Algumas são mais sensíveis que outras e podem obter respostas diferentes também. Por isso a importância de não administrar medicamento algum sem orientação médica. Ele sabe que medicamento seu ente querido pode tomar, a dosagem segura e o momento que deve interromper ou fazer alguma troca.

As drogas atualmente aprovadas para o tratamento sintomático da DA são os inibidores das colinesterases: Donepezil, Rivastigmina, Galantamina, geralmente utilizadas na fase inicial à moderada e a Memantina, na fase moderada à grave da doença.

Referências Bibliográficas

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Dementia & Neuropsychologia / Brazilian Academy of Neurology /

Associação Neurologia Cognitiva e do Comportamento. -- v. 5, Suppl. 1

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